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Segurança no turismo é fundamental, apesar de ser negligenciada por alguns setores

Segurança no turismo é fundamental, apesar de ser negligenciada por alguns setores

Palestrantes destacaram a importância da segurança no turismo; números ainda não são fiéis à realidade


 

Durante a tarde, o Painel Ecoturismo e Aventura - segurança nas atividades em ecoturismo e aventura, contou com a presença de Evandro Pinheiro, Ronaldo Franzen, Aline Bammann e o Capitão do Corpo de Bombeiros, Daniel Lorenzetto.

Para Evandro Pinheiro, o turismo vende a motivação, o sonho das pessoas. “Naquele momento de lazer, as pessoas devem ter boas recordações, e os produtos vendidos devem ter várias características, entre elas qualidade e competitividade. Para isso, a segurança é um dos critérios, para que o produto seja realmente formatado”, pontua.

Já Aline usou vários exemplos para ilustrar a importância da gestão de segurança, entre eles o acidente na chapada dos Guimarães, de parques aquáticos, hotéis e da tirolesa em Campos do Jordão. “A responsabilidade é sempre de quem oferece o serviço”, lembrou. Em 2018, foram 778 acidentes de turismo sendo 401 fatais. "Baseada nas causas, a maioria das mortes poderia ser evitada", pondera. Os números, no entanto, podem ser ainda maiores. “Muitos dos acidentes não foram apontados no site Reclame Aqui,Tripadvisor, ou feitos boletim de ocorrência”, exemplifica.


Durante a sua fala, Aline aponta que a falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), negligência, falha de equipamento e falta de sinalização de risco também foram apontados como os responsáveis pelos acidentes. O turismo amador também é prejudicial para todos, principalmente porque a responsabilidade é um fator importante para evitar acidentes.

Ronaldo Franzen, por sua vez, apresentou questões relacionadas ao montanhismo e a normatização no turismo de aventura, assim como o programa Aventura Segura, que contempla 18 destinos nacionais. Ele destacou que montanhismo é um esporte recente, com destaque para a Serra da Baitaca e a Serra do Marumbi. O canionismo, o espeleonismo, o cachoerismo, o cicloturismo, o turismo equestre, o mergulho recreativo e o arvorismo também foram abordados, com foco nas normas de segurança da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.

Por sua vez, o Capitão Daniel Lorenzetto, do grupo de Operações e Seguros Táticos, o GOST, do Corpo de Bombeiros do Paraná, abordou a questão de resgate em locais remotos, envolvendo a o serviço especializado de busca e salvamento de pessoas em situações de ecoturismo e aventura. Lorenzetto também apontou a importância das operações aquáticas com equipe de mergulhadores, da equipe terrestre, que auxilia no manejo de trilhas, e das operações especiais, com cães, que buscam pessoas perdidas. As ocorrências são distribuídas ao longo do ano de forma homogênea e não ultrapassam o número de 60, com destaque para crianças e jovens, que são o maior número dessa estatística.

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