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2º Fórum Nacional do Turismo Rodoviário discute necessidades para expansão do segmento

2º Fórum Nacional do Turismo Rodoviário discute necessidades para expansão do segmento

Debate abordou dificuldades, retrato do panorama atual e mudanças necessárias para crescimento futuro do setor

 

Nesta sexta-feira (03), no Expo Unimed Curitiba, aconteceu a abertura da Feira de Negócios do 25º Salão Paranaense de Turismo, que chegou ao seu Jubileu Prata nesta edição. A faixa inaugural foi descerrada na presença de diversas autoridades. Entre elas, Antônio Azevedo, presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens no Paraná; Geraldo Rocha, presidente da ABAV Nacional; Darci Piana, vice-governador do Estado; Marcio Nunes, secretário do Desenvolvimento Sustentável e Turismo; João Jacob Mehl, presidente da Paraná Turismo; Vitor Tioqueda, diretor superintendente do Sebrae-PR, Tatiana Turra, presidente do Instituto Municipal de Turismo, entre outros.

Paralelo ao 25º Salão Paranaense de Turismo, o 2º Fórum Nacional de Turismo Rodoviário contou com patrocínio da CNC - Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, Fecomércio/PR e FBHA - Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação.


Abrindo as atividades do Fórum, o presidente da ABAV/PR, Antônio Azevedo, destacou a importância do turismo rodoviário para a atividade turística. “O turismo rodoviário dá suporte ao deslocamento dos turistas dos aeroportos até os destinos finais, ele é de suma importância para o desenvolvimento do turismo no país”, afirmou.

Falando sobre a realidade atual do turismo rodoviário nacional, o vice-presidente da ANTTUR - Associação Nacional dos Transportadores de Turismo e Fretamento) e diretor da Rimatur, Emerson Imbronízio, analisou as mudanças que o turismo rodoviário sofreu nas últimas décadas. “ Infelizmente, devido às dificuldades burocráticas e a insegurança nas estradas, além das condições não favoráveis da malha terrestre brasileira, o turismo rodoviário hoje se sustenta apenas no destino religioso em Aparecida do Norte, traslados e receptivos na cidade”, afirmou. Imbronízio ainda destacou que, por semana, 100 ônibus saem de Curitiba com destino a Aparecida do Norte, em São Paulo. “Precisamos fomentar novos destinos turísticos como este, para que possamos crescer novamente o nosso setor. Hoje, há a ascensão de clandestinos, que colocam a vida dos passageiros em riscos”, alertou.

Também participou do debate o diretor executivo do Sinfretiba (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros por Fretamento de Curitiba e Região Metropolitana) José Vicente Calobrise, que abordou a necessidade da flexibilização urgente da regulamentação do transporte rodoviário de pessoas. “É urgente a necessidade de uma negociação nas regras nacionais, estaduais e municipais, para simplificar os procedimentos, acompanhando as características do nosso segmento, ouvindo nossas reivindicações e propostas, com disponibilidade de suporte dessa regulamentação 24 horas por dia, para que possamos oferecer um serviço de qualidade aos turistas”, destacou.

Fez parte do Fórum uma mesa de discussão e debate sobre o turismo em Foz do Iguaçu, cidade com sua economia baseada no turismo. Mediado pelo diretor executivo do SindHoteis em Foz, Plácido José de Oliveira, o debate contou com a presença de Claiton Armelin, diretor executivo de produtos terrestres nacional da CVC, pioneira do turismo rodoviário no Brasil, além das presenças de Gilmar Piolla, secretário de turismo da cidade; Coronel Sérgio Malucelli, presidente da Fetranspar e do Conselho Regional do Paraná do Sest Senat; e o inspetor Luiz Genova, chefe da Delegacia da Polícia Rodoviária Federal em Foz do Iguaçu. Entre os temas levantados, foram discutidas questões de segurança aos passageiros contra assaltos nos ônibus, qualidade e custos dos pedágios da única estrada, não duplicada, de acesso à cidade, e a necessidade de “descatralizar” o turismo rodoviário, para que o segmento consiga se manter. Hoje, 30% dos turistas que chegam à Foz é via rodoviária, com ônibus.

Como exemplo de superação das dificuldades do setor, a representante da CIT - Câmara Interamericana de Transporte, Marcela Diaz, apresentou no Fórum o case do turismo rodoviário na Argentina. Para superar a chegada das empresas aéreas “low cost”, o governo argentino permitiu, a partir de agosto de 2018, a venda de bilhetes sem tarifas, permitindo descontos entre 20% e 95% nas passagens de ônibus, e ainda irá duplicar às autopistas para aumentar e agilizar a conexão entre as cidades.

Fechando a programação do 2º Fórum Nacional do Turismo Rodoviário, Claiton Armelin, da CVC, explanou sobre as perspectivas para o futuro do setor. Com a chegada da Gol Linhas Aéreas, a primeira “low cost” no Brasil, a realidade mudou, diminuindo o número de turistas que optavam pelo ônibus, devido ao custo-benefício. Hoje, a empresa investe em um novo perfil para o turismo rodoviário, oferecendo mais conforto nos veículos, destacando e oferecendo outros adicionais ao pacote de viagens rodoviário, como as tradicionais paradas estratégicas pela estrada, para conhecer outros pontos turísticos ou restaurantes, até a chegada ao destino final, além de oferecer mais opções de destinos, expandindo as rotas rodoviárias.

A programação do 25º Salão Paranaense de Turismo continua no sábado (04), no Expo Unimed Curitiba, com o Salão Paranaense aberto ao público, a partir das 12h, com a Feira de Negócios e a 15º Mostra das Regiões Turísticas do Paraná. Mais informações no site oficial do evento, www.salaoparanaense.com.br.

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